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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Balneário Camboriú é pólo em luxo e atrai novos empreendimentos.



Recentemente, a cidade de Balneário Camboriu foi comparada ao principado de Mônaco em relação a suas belas praias, que atrai turistas do mundo todo, as marinas espalhadas pela orla e a economia baseada no turismo de luxo e na construção civil. Todas essas semelhanças vem apenas se intensificando nos últimos quatro anos e novos investidores começam a chegar em Santa Catarina.



Em se tratando de Santa Catarina, Balneário Camboriú não fica sozinho. Ao todo, são mais de 30 marinas e píeres, 17 oficinas especializadas no setor náutico e 15 estaleiros que constroem barcos e lanchas dos mais variados portes, segundo dados da Associação Catarinense de Marina, Garagens Náuticas e Afins (Acatmar).




Recentemente, a empresa OSX, do milionário Eike Batista, esteve em Santa Catarina tentando construir um dos maiores estaleiros da América Latina. No entanto, o Instituto Chico Mendes não aprovou o projeto que rumou para o rio de Janeiro, abandonando assim, a cidade de Biguaçu, que situa-se a 60km de Balneário Camboriú



Além dos empreendimentos, a Camboriú sediou pela primeira vez uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Motonáutica, a Fórmula 1 dos mares. Com isso, o setor começa a movimentar o turismo durante o ano inteiro, não somente no verão. Com esse constante fluxo de visitantes, a economia se fortalece, propiciando mais investimentos públicos em obras de infra-estrutura.

O setor náutico movimenta, segundo dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), mais de US$ 400 milhões por ano no país. E o Estado quer ser líder desse ramo. Santa Catarina já é o segundo maior do país no quesito estaleiros e o maior produtor nacional de lanchas maiores de 30 pés (cerca de 9m).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

OSX vai construir novo estaleiro no Rio de Janeiro.


A empresa OSX, controlada por Eike Batista, anunciou na última semana a construção de um estaleiro no complexo industrial Porto do Açu, localizado na cidade de São João da Barra, no Rio de Janeiro. O estaleiro terá um píer de 2,4 mil metros e será 70% maior que o desenho original do projeto, que a empresa pretendia construir na cidade de Biguaçu, em Santa Catarina, segundo a OSX informou através de um comunicado.

A decisão da OSX para a construção do estaleiro, em São João da Barra, fez com que a cidade de Biguaçu, em Santa Catarina, perdesse a chance de receber o investimento de R$ 3 bilhões. Ao longo do ano, a OSX teve dificuldades para obter o licenciamento ambiental da obra. A escolha pelo Rio foi anunciada pouco depois que o Instituto Chico Mendes (ICMBio) divulgou que só publicaria o parecer no dia 15 de dezembro sobre a situação da construção em Santa Catarina. Foi o terceiro adiamento do licenciamento, que inicialmente seria divulgado em setembro.

O processo para a licença em Santa Catarina começou em dezembro de 2009, e o do Rio em abril deste ano. Mas o processo catarinense precisaria ser analisado não só pela Fatma, fundação estadual responsável pela licença ambiental, como pelo ICMBio, porque a área escolhida para o estaleiro é circundada por reservas ambientais. Já no Rio de Janeiro só o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) é o responsável pela autorização. A OSX espera ter a licença prévia de instalação em Açu até o final de dezembro e a licença operacional até abril de 2011.



O investimento previsto demonstra o potencial que o setor náutico tem na cidade
Segundo a empresa que presta serviços na área naval e para a indústria do petróleo, serão criados dez mil empregos na fase de operação no estaleiro e 3.500 na fase de construção. Além da possibilidade de ampliação do cais e do calado, a empresa disse que pesaram na decisão a posição geográfica central entre as principais bacias petrolíferas do país (Campos, Espírito Santo e Santos) e sinergias com os demais empreendimentos em implantação no Açu, como siderúrgicas. “Tem a vantagem de ter praticamente duas siderúrgicas no quintal e estar mais próximo das bases da OGX e da Bacia de Campos”, ressaltou Luiz Eduardo Carneiro, CEO da empresa.

A cidade de Biguaçu perdeu o estaleiro da OSX para o Rio de Janeiro, mas continua apostando no setor náutico. Na busca por tornar o município uma referência no segmento, a cidade trabalha em três frentes: contribuindo para o plano de gerenciamento costeiro estadual, em projetos de formação técnica e de macrodrenagem do Rio Biguaçu. O governo de Santa Catarina afirma que existem empresas de fora do Estado interessadas em se instalar na cidade. Uma delas busca espaço para a construção de estaleiros. “As negociações estão em fase embrionária, mas o investimento previsto demonstra o potencial que o setor náutico tem na cidade”, avalia. Ele destaca que o município tem mais de seis estaleiros instalados, mas reconhece que é preciso mais organização.




Um Pouco de Opinião

Por Paulo Vitor Dal Pont

O impasse sofrido pelo município de Biguaçu recentemente, oriundo da instalação do estaleiro OSX foi tema norteador de diversos debates em toda grande Florianópolis, por um período de tempo bastante amplo. Como toda problemática, jornalistas, especialistas, OSX e ICMBio tiveram voz nos diversos veículos de comunicação. Alguns posicionaram-se contra e outros tantos a favor. O impasse foi tamanho que o atual Governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, - substituto de Luis Henrique da Silveira, que foi concorrer ao senado nas últimas eleições e venceu – organizou uma comitiva que foi até Brasília falar da importância que o projeto tinha tanto para Biguaçu quanto para o estado Catarinense. No entanto, mesmo com muito diálogo, as demoras nos pareceres técnicos foram aos poucos afastando Eike Batista, que viu no Rio de Janeiro sua alternativa mais viável. De fato, toda agressão ao meio ambiente precisa ser analisada. No entanto, investimentos de 3 Bilhões trazem um inegável desenvolvimento. É impossível prever que um projeto tão ambicioso fosse destruir uma cidade ou transformar negativamente o Habitat de animais. Sem dúvida alguma, Santa Catarina perdeu para o Rio de janeiro, quem sabe, por teimosia de algumas pessoas. Mesmo que uma área possa ser agredida, uma parte desses 3 bilhões podem ser investido na recomposição de outras locais, como acontecerá com a criação de um jardim botânico, pela mesma OSX, na grande Florianópolis. É como extrair madeira nativa. A prática é ilícita, no entanto, você pode reflorestar, ou então cultivar a própria madeira que irá utilizar para fins comerciais. De todo esse imbróglio, pode-se constatar uma coisa. Diálogo houve. O que pesou, ao que parece, foi teimosia de sem dúvida, minorias.