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terça-feira, 19 de abril de 2011

Imprensa destaca mobilizações que lembram aniversário da morte do líder José Maria

"Zé Maria, presente, presente, presente. Até quando? Sempre, sempre, sempre”. Este é, há um ano, o grito de centenas de militantes sociais, políticos e religiosos indignados com a impunidade no assassinato do líder comunitário José Maria Filho, morto em 21 de abril de 2010 na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte. Hoje e amanhã haverá grande mobilização na cidade. De protestos nas ruas a seminários e debates sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, no trabalho e no meio ambiente.

Não há conclusão sobre a causa e autoria no assassinato do “Zé Maria do Tomé”, morto com 25 perfurações a bala há um ano. Mas é fato que ele era uma peça chave nas denúncias sobre a contaminação por agrotóxicos na Chapada do Apodi, em especial no Tomé, comunidade onde viveu como agricultor, comerciante e líder dos moradores.

Mas a impunidade predomina, até hoje, tanto no caso Zé Maria quanto no uso indiscriminado de agrotóxicos. Contudo, nos últimos quatro anos, a denunciada problemática dos agrotóxicos ganhou corpo no Ceará, sendo Limoeiro do Norte o centro das atenções. As notícias geraram desdobramentos em órgãos da saúde e do meio ambiente do Estado. As contaminações reclamadas foram, então, comprovadas. E são debatidas até hoje.

Há mais de três anos, especialistas de diversas áreas e instituições fazem do Vale do Jaguaribe um laboratório de estudos e análises. Chegaram à fundamentação: José Maria Filho falava a verdade.

O “Movimento 21″, numa referência direta à data da morte de Zé Maria do Tomé, promove hoje mesa-redonda no auditório do Instituto Federal do Ceará (IFCE) para discutir os impactos dos agrotóxicos sobre a saúde, o trabalho e o ambiente. O Núcleo Trabalho Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade (Tramas), da UFC, apresentará estudo epidemiológico em Limoeiro, Quixeré e Russas, além de debate com representante do Ministério da Saúde. Outra mesa-redonda discutirá os impactos da modernização agrícola em áreas do Estado.

MAIS INFORMAÇÕES

Cáritas Diocesana
Regional, da Igreja Católica
Município Limoeiro do Norte
Telefone: (88) 3423.3222

Com informações: Melquíades Júnior / Diário do Nordeste
Texto Extraído de Imprensa do Vale, em 19 de abril de 2011.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

“TUDO DE MAIS É VENENO”. E VENENO DEMAIS...?

Confira as notícias do Jornal Chapada do Apodi, que trata da Campanha Nacional contra o Uso Abusivo de Agrotóxicos e a situação das comunidades rurais de Limoeiro do Norte e Quixeré, vítimas do uso abusivo de agrotóxicos pelas empresas do agronegócio na Chapada do Apodi. Clique Aqui.


Confira a programação do evento. Clique aqui

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vale do Jaguaribe se mobiliza para protestar contra o assassinato de Zé Maria do Tomé

MOBILIZAÇÕES DE UM ANO DE IMPUNIDADE DO ASSASSINATO DE
ZÉ MARIA DO TOMÉ

Limoeiro do Norte: 19 e 20 de abril de 2011

DIA 19 DE ABRIL

1. Mesa-redonda: Impactos dos agrotóxicos sobre a saúde, o trabalho e o ambiente na Chapada do Apodi-CE

Apresentação dos resultados da pesquisa do Núcleo Tramas sobre estudo epidemiológico nos municípios de Limoeiro do Norte, Quixeré e Russas e debate com o representante do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador - DSAST do Ministério da Saúde

Local: Instituto Federal do Ceará - Campus Limoeiro do Norte

2. Mesa-redonda: Impactos dos grandes projetos de desenvolvimento no campo: a questão dos agrotóxicos no Ceará.

Esta mesa discutirá os impactos da modernização agrícola em curso nos territórios de Ibiapaba, Paraipaba, Iguatu, Baixo Jaguaribe – Estado do Ceará, e em Apodi – Rio Grande do Norte.

3. Lançamento do Cordel “A MALDIÇÃO DOS AGROTÓXICOS ou O QUE FAZ O AGRONEGÓCIO”

Local: Auditório da Fafidam/Universidade Estadual do Ceará - UECE

DIA 20 DE ABRIL

1. Panfletagem nos Bairros: Cidade Alta, Populares, Bom Nome, Luis Alves e dialogo com as famílias sobre os impactos do agronegócio da fruticultura para a saúde, o trabalho e o ambiente.

2. Marcha até o MPT (Ministério Publico do Trabalho) para cobrar a apuração do crime cometido contra o Zé Maria do Tomé e sobre as mortes do Vanderlei e do Valderi por intoxicação de agrotóxicos.

Local: Bairros de Limoeiro do Norte e centro da cidade

3. Caminhada do Local do Assassinato até a praça da comunidade Tomé

4. Inauguração do memorial Zé Maria

5. Celebração religiosa

6. Apresentações culturais das escolas sobre o tema agrotóxicos e meio ambiente.

7. Show de encerramento com Zé Vicente- cantor popular cearense

Local: Comunidade Tomé, Chapada do Apodi.

Confira as principais notícias a respeito do assassinato de Zé Maria do Tomé

sábado, 5 de março de 2011

Diário do Nordeste publica matéria sobre o Assassinato de Zé Maria do Tomé

Limoeiro do Norte. 03 de março de 2011

O colaborador do Diário do Nordeste em Limoeiro do Norte, Melquíades Júnior, acompanhou a visita do da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo que acompanha e cobra agilidade nas investigações que apuram o assassinato de Zé Maria do Tomé.

"A Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo está de volta ao Ceará. O desembargador Gercino José veio acompanhar e cobrar mais agilidade nos processos que apuram os conflitos no campo, o uso indiscriminado de agrotóxicos na Chapada do Apodi e a investigação sobre a morte do "Zé Maria do Tomé", há dez meses. Ontem à tarde, a Comissão esteve na sede do Ibama e hoje tem reuniões na Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social e na Superintendência Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O último encontro será no Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs)". Para ver a matéria completa...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Audiência Pública discute o homicídio de Zé Maria do Tomé

No dia 03 de dezembro, as 11hs da manhã, no auditório da FAFIDAM, será realizada uma Audiência Pública da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo. O objetivo desta audiência é discutir o homicídio do ambientalista e presidente da Associação de Trabalhadores Rurais Sem Terra da Chapada do Apodi - José Maria Filho, o Zé Maria do Tomé. A audiência será presidida pelo Ouvidor Agrário Nacional e Presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo - Desembargador Gercino José da Silva Filho.
José Maria Filho foi assassinado no dia 21 de abril de 2010, na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte, com 18 tiros. Até hoje esse crime bárbaro ainda não foi solucionado, o que demonstra o descaso das autoridades com violência cometida contra aqueles que defendem os interesses dos oprimidos. Ele lutou em vida contra o uso de agrotóxicos na Chapada do Apodi, em especial, contra a pulverização aérea que é feita de forma indiscrimida. Lutou também pela melhoria das condições de vida das populações da chapada.

Sua morte, longe de acabar com a esperança e a coragem de lutar contra a opressão dos poderosos, tem servido de incentivo e estímulo aos movimentos sociais que lutam por terra e água nesta região.
Por isso, é importante que participemos deste evento dando nosso apoio para reavivar as chamas da esperança e fortalecermos a luta, denunciando os crimes contra as lideranças camponesas e cobrando das autoridades agilidade nas investigações que apuram este homicídio.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Agronegócio, Agrotóxicos e Violência na Chapada do Apodi são destaques na Carta Capital

"Dominada por grandes empresas produtoras de frutas, a Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte (CE), sofre com a contaminação das águas e a asfixia dos pequenos produtores". Essa é a legenda da foto ao lado, de José Leomar, publicada no artigo intitulado "O Sal da Terra", de Luiz Antonio Cintra, reportagem de destaque publicada no site da Revista Carta Capital nesta semana.
O autor inicia seu artigo reproduzindo o diálogo de entre uma mãe-viúva e um filho-órfão nos seguintes termos “Gabriel, meu filho, bora lá ver onde o pai virou estrelinha”, diz Maria Lucinda Xavier na porta da venda modesta construída no cômodo da frente da casa da família, no Tomé, distrito de Limoeiro do Norte, a 205 quilômetros de Fortaleza. Branquinha, como é chamada pelos amigos, pega o menino no colo e leva o repórter a uma curva da estrada próxima que liga Limoeiro ao distrito. No dia 21 de abril deste ano, José Maria Filho, 44 anos e dois filhos com Branquinha (Gabriel, de 4 anos, e Márcia, de 19), voltava da Câmara Municipal quando foi executado. Em um trecho ermo da estrada, levou um tiro de espingarda calibre 12, seguido de 17 tiros de pistola calibre 40. Quatro meses depois, o inquérito – presidido por um delegado da capital destacado para o caso – não apontou nenhum suspeito. O mais provável, diz quem acompanha a apuração, é ficar por isso mesmo: mais um caso de pistolagem na região sem mandante identificado, uma triste rotina a que os moradores da região parecem habituados.
Ele continua dizendo que “O que revolta foi o jeito como mataram o Zé Maria, como se fosse bandido”, diz Branquinha, acrescentando que ele sempre foi “desenrolado”, maneira de dizer que não tinha medo de enfrentar os problemas. Líder comunitário aguerrido, que nos últimos tempos encontrou apoio do MST, da Igreja e de pesquisadores locais, Zé Maria voltara há dez anos para a Chapada do Apodi, onde fica Tomé e outros distritos menores.
Trata-se de uma região que, desde o tempo da Sudene de Celso Furtado, nos anos 60, foi objeto de projetos de desenvolvimento irrigado. “Antes disso, os grandes latifúndios viveram por décadas da carnaúba, então abundante na região, de onde era extraí-da a cera, mas também da produção de lenha para a indústria cerâmica e o cultivo do algodão”, diz a geógrafa Bernadete Coêlho Freitas, professora na universidade local. O plástico substituiu a carnaúba, levando os barões à crise e ao socorro do Estado. E o náilon derrubou o preço do algodão, contribuindo para desvalorizar as terras.

Para ver a matária na íntegra Click Aqui.